Crescimento e desenvolvimentoTempo de leitura: 3 minutos

Por que não devemos brigar com o bebê por jogar objetos

SeçãoCrescimento e desenvolvimento
Por que não devemos brigar com o bebê por jogar objetos

Revisão médica pela pediatra Alexandra Zglavosiy

sprouty

Sono, alimentação e marcos em um só app

Jogar objetos não é um problema de comportamento, e sim é uma parte normal do aprendizado. O bebê explora o funcionamento do mundo, treina a coordenação e aprende sobre causa e efeito. Em vez de brigar, ofereça opções seguras para ele lançar objetos e estimule a curiosidade dele com calma e clareza.

Informações úteis

  • Jogar objetos é uma fase normal e importante do desenvolvimento.
  • Esse ato ajuda o bebê a desenvolver habilidades motoras, o raciocínio e a compreensão de causa e efeito.
  • Uma reação negativa por parte dos adultos pode atrapalhar o aprendizado e causar ansiedade.
  • Em vez de proibir, ofereça alternativas: o que pode ser jogado e onde.
  • Em vez de punir, responda com calma, bom humor e apoie a iniciativa.

O que está acontecendo em termos de desenvolvimento

A partir de cerca de 6 meses, os bebês começam a balançar, soltar e jogar objetos conscientemente. Essa é uma parte crucial do desenvolvimento sensório-motor. Nessa fase, o bebê começa a entender que suas ações influenciam o que acontece depois. Ele joga um brinquedo, que cai, faz barulho e provoca uma reação do adulto.

👶🏻

Não é travessura. É um experimento: “O que acontece se eu fizer isso?”

Isso ajuda o bebê a:

  • Entender causa e efeito
  • Desenvolver a permanência do objeto (as coisas continuam existindo mesmo quando não estão à vista)
  • Construir habilidades motoras finas e grossas
  • Orientar-se melhor no espaço

Por que não devemos brigar quando o bebê joga coisas

Quando um bebê joga alguma coisa no chão, não é para “irritar a mamãe”. É curiosidade. Se a resposta for “Não-não!” ou uma frustração visível, ele pode:

  • Parar de ser curioso — a curiosidade se transforma em ansiedade
  • Começar a fazer isso “de propósito” para chamar atenção, mesmo que seja de forma negativa
  • Aprender que é errado fazer descobertas

Bebês nessa idade não conseguem regular o comportamento como os adultos. Eles não entendem as consequências. O trabalho deles é aprender como as coisas funcionam. O nosso trabalho é guiar, não desencorajar.

O que fazer em vez de punir

Em vez de dizer “Pare de jogar isso no chão!”, experimente:

  • Oferecer uma área segura para arremessos: bolas macias, brinquedos para jogar em uma cesta
  • Narre a ação: “Você jogou o bloco. Olha, ele caiu e fez barulho”. Até exemplos com consequências ajudam: “Você jogou a colher. A comida caiu. Agora precisamos limpar”.
  • Estabeleça pequenos limites: “Nós não jogamos as colheres no chão. Mas podemos jogar a bola! Vamos brincar”.
  • Mantenha a calma e use o humor — o bebê está aprendendo, não desafiando.

Como isso contribui para o desenvolvimento

Orientação respeitosa:

  • Confere autoconfiança e alimenta a curiosidade
  • Ensina autorregulação e limites respeitosos
  • Fortalece a confiança entre pais e bebê
  • Cria a base para o aprendizado eficaz e a iniciativa
🧡

Com carinho para você
Nossos conteúdos foram elaborados de acordo com a medicina baseada em evidências e contaram com a revisão de pediatras. No entanto, eles não substituem uma consulta médica. Cada criança tem suas particularidades — em caso de dúvidas, procure um profissional de saúde.

  • Rakison DH, Woodward AL. New perspectives on the effects of action on perceptual and cognitive development. Dev Psychol. 2008 Sep;44(5):1209-13. doi: 10.1037/a0012999. PMID: 18793054; PMCID: PMC3625364. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18793054/. Accessed 7 May 2025.
  • Needham A. Improvements in object exploration skills may facilitate the development of object segregation in early infancy. J. Cogn. Dev. 2000;1:131–156. doi: 10.1207/S15327647JCD010201.
  • Thelen, E. (2000). Motor development as foundation and future of developmental psychology. International Journal of Behavioral Development, 24(4), 385–397. https://doi.org/10.1080/016502500750037937. Accessed 7 May 2025.
  • Liszkowski U, Carpenter M, Henning A, Striano T, Tomasello M. Twelve-month-olds point to share attention and interest. Dev Sci. 2004 Jun;7(3):297-307. doi: 10.1111/j.1467-7687.2004.00349.x. PMID: 15595371. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15595371/. Accessed 7 May 2025.
  • Tamis-LeMonda, C. S., & Bornstein, M. H. (2002). Maternal responsiveness and early language acquisition. In R. V. Kail & H. W. Reese (Eds.), Advances in child development and behavior, Vol. 29, pp. 89–127). Academic Press. https://doi.org/10.1016/S0065-2407(02)80052-0. Accessed 7 May 2025.